Taxa fixa, variável ou mista: qual escolher em 2026?
Com a Euribor a estabilizar, muitas famílias questionam se sobre o tipo de taxa ideal. Comparamos as três opções e quando cada uma faz sentido.
A escolha do tipo de taxa é uma das decisões mais importantes de um crédito habitação. Afeta a sua prestação hoje e a sua exposição ao risco durante décadas. Vamos por partes. Taxa variável A taxa variável resulta da soma da Euribor (indexante) com o spread do banco. A Euribor varia com o mercado, pelo que a sua prestação sobe e desce ao longo do tempo. Vantagem: normalmente começa mais baixa e beneficia de descidas da Euribor. Risco: se a Euribor subir, a prestação aumenta. É indicada para quem tem margem no orçamento para absorver subidas e quer aproveitar cenários de descida das taxas ou para quem esteja a realizar um investimento e tenha a perspectiva de vender o imóvel no curto prazo. Taxa fixa A taxa fixa mantém se igual durante todo o período contratado. A prestação é previsível do início ao fim. Vantagem: proteção total contra subidas; estabilidade orçamental. Custo: costuma ter uma taxa de partida mais alta do que a variável. Faz sentido para quem valoriza previsibilidade e prefere dormir descansado sem sustos na prestação. Taxa mista Combina as duas: uma fase inicial com taxa fixa (por exemplo, 3, 5, 10 ou 15 anos) e depois passa a variável. Vantagem: protege nos primeiros anos, os mais sensíveis para o orçamento familiar. A ter em conta: após o período fixo, fica exposto à Euribor. Então, qual escolher? Não há resposta única — depende do seu perfil de risco, do prazo e da margem do seu orçamento. Numa fase de taxas relativamente estáveis, a mista tem sido a escolha de muitas famílias por equilibrar segurança e custo. Na Planos100 fazemos a simulação das três hipóteses com propostas reais dos vários bancos, para escolher com números à frente e sem custos para si.